A história das Pinturas Rupestres

Por Thaigor do Vale Farto, Kaique Maciel e Wendel de Lima

Do francês rupestre, o termo designa gravação, traçado e pintura sobre suporte rochoso, qualquer que seja a técnica empregada.

Arte rupestre, pintura rupestre ou ainda gravura rupestre, são termos dadas às mais antigas representações artísticas conhecidas, as mais antigas datadas do período Paleolítico Superior (40.000 a.C.) gravada em abrigos ou cavernas, em suas paredes e tetos rochosos, ou também em superfícies rochosas ao ar livre, mas em lugares protegidos, normalmente datando de épocas pré-históricas.

Na vida do Homem pré-histórico tinham lugar a Arte e o espírito de conservação daquilo de que necessitava. Estudos arqueológicos demonstram que o Homem da Pré-História (a fase da História que precede a escrita) já conservava, além de cerâmicas, armas e utensílios trabalhados na pedra, nos ossos dos animais que abatiam e no metal. Arqueólogos e antropólogos datando e estudando peças extraídas em escavações conferem a estes vestígios seu real valor como “documentos históricos”, verdadeiros testemunhos da vida do Homem em tempos remotos e de culturas extintas.

Prospecções arqueológicas realizadas na Europa, Ásia e África, entre outras, revelam em que meio surgiram entre os primitivos homens caçadores os primeiros artistas, que pintavam, esculpiam e gravavam. A cor na pintura já era conhecida pelo Homem de Neandertal. As “Venus Esteatopígicas”, esculturas em pedra ou marfim de figuras femininas estilizadas, com formas muito acentuadas, são manifestações artísticas das mais primitivas do “Homo Sapiens” (Paleolítico Superior, início 40000 a.C) e que demonstram sua capacidade de simbolizar. A estas esculturas é atribuído um sentido mágico, propiciatório da fertilidade feminina e ao primeiro registro de um sentimento religioso ou de divindade, o qual se convencionou denominar de Deusa mãe, Mãe Cósmica ou Mãe-terra.

Não é menos notável o desenvolvimento da pintura na mesma época. Encontradas nos tetos e paredes das escuras grutas, descobertas por acaso, situadas em fundos de cavernas. São pinturas vibrantes realizadas em policromia que causam grande impressão, com a firme determinação de imitar a natureza com o máximo de realismo, a partir de observações feitas durante a caçada. Na Caverna de Altamira (a chamada Capela Sistina da Pré-História), na Espanha, a pintura rupestre do bisonte impressiona pelo tamanho e pelo volume conseguido com a técnica claro-escuro. Em outros locais e em outras grutas, pinturas que impressionam pelo realismo. Em algumas, pontos vitais do animal marcados por flechas. Para alguns, “a magia propiciatória” destinada a garantir o êxito do caçador. Para outros estudiosos, era a vontade de produzir arte.

Qualquer que seja a justificativa, a arte preservada por milênios permitiu que as grutas pré-históricas se transformassem nos primeiros museus da humanidade.

Gruta Lascaux – grande referencia das pinturas rupestres
Lascaux é um complexo de cavernas ao sudoeste de França, famoso pelas suas pinturas rupestres.
A disposição da caverna, cujas paredes estão pintadas com cavalos, cervos, cabras selvagens, felinos, entre outros animais, permite pensar tratar-se de um santuário. As investigações levadas a cabo durante os últimos decênios permitem situar a cronologia das pinturas no final do Solutrense e princípio do Madalenense, ou seja, 17.000 anos AP. Todavia, certos indícios, tanto temáticos como gráficos levam a pensar que algumas das figuras podem ser mais recentes, sendo tal hipótese, confirmada por datações com Carbono 14, em cerca de 15.500 anos AP.

Descoberta
Foi descoberta a 12 de Setembro de 1940, por quatro adolescentes: Marcel Ravidat, Jacques Marsal, Georges Agnel e Simon Coencas, que avisaram ao seu antigo professor, Léon Laval. O pré-historiador Henri Breuil, refugiado na zona durante a ocupação nazi, foi o primeiro especialista que visitou Lascaux, a 21 de Setembro de 1940, em companhia de Jean Bouyssonnie e André Cheynier. H. Breuil foi também o primeiro em autenticá-la, descrevê-la e estudá-la. De seguido realizou os primeiros calcos desde fins de 1940, passando vários meses in situpara analisar as obras, que atribuiu ao período perigordiano.

Logo de passar vários anos na Espanha, Portugal e mesmo na África do Sul, voltou em 1949, prosseguindo escavações com Séverin Blanc e Maurice Bourgon, ao pé da cena do poço, onde aguardava encontrar uma sepultura. O que tirou a luz foram pontas de azagaias, decoradas, feitas de corno de Reno.

De 1952 a 1963, por encomenda de Breuil, foram efetuados novos levantamentos, sobre 120 m², de calcos por André Glory, que contabilizavam um total de 1.433 representações (hoje estão catalogadas 1.900).

Por essa mesma época, as representações parietais foram também estudadas Annette Laming-Emperaire, André Leroi-Gourhan e, entre 1989 e 1999, por Norbert Aujoulat.

Descrição da caverna
A gruta de Lascaux é relativamente pequena: o conjunto dos corredores não ultrapassa os 250 m de comprimento, com um desnível de ao redor de 30 m. A parte decorada corresponde a um nível superior, pois o inferior está fechado pela presença de dióxido de carbono.

A entrada atual corresponde com a entrada pré-histórica. Para facilidade de descrição, a caverna está tradicionalmente subdividida num certo número de zonas, denominadas salas ou corredores. Os nomes, imaginários, devem-se em parte a H. Breuil e fazem com freqüência referência à arquitetura religiosa:
A primeira sala é a “Sala dos Touros” ou “Rotonda”, de 17 m por 6 m de largo e 7 de alto;
Prolonga-se pelo “Divertículo axial”, uma galeria mais estreita na mesma direção, mais ou menos do mesmo tamanho;
Depois da Sala dos Touros, à direita do Divertículo axial, acede-se à “Passagem”, um corredor de uma quinzena de metros;
Na prolongação da Passagem abre-se a “Nave”, outro corredor mais elevado, com cerca de vinte metros;
A Nave prossegue com uma parte não decorada, pois as paredes são pouco apropriadas, seguindo logo até ao “Divertículo dos Felinos”, um estreito corredor com cerca de vinte metros;
A “Abside” é uma sala redonda que se abre para Oeste, na confluência da Passagem e a Nave;
O “Poço” abre-se no fundo da Abside. Seu acesso supõe uma baixada de 4 a 5 metros até ao começo do nível inferior.
As grutas não podem ser visitadas por causa do CO2 porque desfaz a pintura.

PINTURAS RUPESTRES NO BRASIL
No Brasil são encontradas diversas manifestações de arte rupestre. Os locais mais conhecidos ficam em Naspolini, no estado de Santa Catarina, na região Sul do país. Em Minas Gerais na região de Prata, próximo a Serra da Boa Vista, em Lagoa Santa, Varzelândia e Diamantina próxima à cachoeira da Sentinela.

Destacam-se também a Toca da Esperança, região central da Bahia e Florianópolis, estado de Santa Catarina, no sul. No nordeste também foram encontradas pinturas no estado do Piauí, na Serra da Capivara. As cidades mais próximas dos sítios arqueológicos são Coronel José Dias e São Raimundo Nonato (30 km). Outros registros foram encontrados na fronteira com o Chile, no Lago dos Diamantes. Muitos registros estão em condições precárias.

No estado do Rio Grande do Norte, diversos sítios também são encontrados, principalmente nas regiões do Seridó e na chapada do Apodi, tendo como o Lajedo de Soledade. No estado de Pernambuco encontram-se pinturas rupestres no município de Itapetim, nascente do rio Pajeú, nos Sítios Boa Vista e Riacho Salgado e no município de Afogados da Ingazeira, próximo cerca de cinco quilômetros do povoado de Queimada Grande e no município de Carnaíba, na Serra do Giz, próximo ao povoado da Serra Carapuça.

Segundo informação da FUMDHAM (Fundação Museu do Homem Americano), de São Raimundo Nonato, há 260 sítios arqueológicos com pinturas rupestres na área do Parque Nacional da Serra da Capivara, que foi criado em 1979.

CONCLUSÃO
Concluímos que as pinturas rupestres foram de suma importância para a humanidade, ela foi o inicio de uma era, é através dela que hoje podemos conhecer um pouco de como era o mundo pré-histórico, e de como seus habitantes representavam seu dia-a-dia.

A história da Escrita

Por Tamires de Souza, Marina Bento, Daniela Silva e Samanta Salve

Os primeiros traços do que é hoje chamado de escrita tem origem no Iraque em uma cidade ao sul de nome Uruc, por volta de 4000 a.C na antiga Mesopotâmia, mas o mais antigo dado dessa região, é no vale do rio Indo localizado entre os rios Tigre e Eufrates, embora alguns estudiosos acreditavam ser na China ou ainda em uma cidade onde hoje é o Irã por volta de 3200 ou 2900 a.C, denominada como escrita proto-Elamita.

Mas a escrita mais antiga desenvolvida que se tem registro é a cuneiforme, desenvolvida pelos Sumérios, os egípcios antigos também desenvolveram a escrita quase na mesma época.

Desenvolveu-se de maneira independente em regiões do Oriente Médio, China, evoluindo ao longo da história. As primeiras evidências são em pedaços de argila com desenhos lembrando formas físicas do que se queria representar, as pictografias, desenhos da forma física que representava, tempos depois formas misturavam desenhos e letras.

De importância vital na evolução e formação do homem com a necessidade de comunicar-se, separando períodos, por diferenciar a forma que os acontecimentos eram registrados, criada para que os humanos colocassem em registros suas ideias, experiências através da grafia, de sinais, símbolos ou signos.

Os tipos de escrita e suas origens
Pictográfica – transmitir ideia, conceito ou objeto através de um desenho, símbolo, foi base da escrita cuneiforme e dos hieróglifos, deu origem a todas as formas, e ainda é utilizada por exemplo em infográficos.

Ideográfica – advém da pictográfica, sistema de ideogramas, que são símbolo gráfico ou desenho formando caracteres separados e representando objetos, ideias ou palavras completas, associados aos sons com que tais objetos ou ideias, a evolução desse sistema teve suas modificações, adaptações, mas pode ser lido independentemente da língua falada.

Cuneiforme – mais antigo sistema, por desenhos, complicado por cada símbolo, imagem não significar a mesma coisa ou palavra, com o tempo, os sinais tornaram-se mais abstratos, evoluindo, sendo o Sumério país de tal escrita.

Egípcia – os hieróglifos ou gravação sagrada, utilizando também sinais pictográficos adaptados para certos objetivos, 24 sinais representando consoantes únicas, assim as palavras poderiam ser compostas, se necessário.

Escrita no Antigo Egito: a Hieroglífica, dos faraós por desenhos e símbolos, e a Demótica com termos gregos.

Silábica – cada símbolo é a combinação de sons de consoantes e vogais representando uma sílaba.

Alfabética, Fonética – a utilizada por nós representa os sons de determinada língua pelas letras do seu alfabeto, nem sempre correspondendo ao som, não é exclusivamente fonética.

Alfabética Fonológica – a cada som corresponde a uma letra, aproxima a escrita de sua função natural, a de representar a língua falada, oral.

Sintética – signo associado a duas funções.

Ainda temos muitas definições do que é a escrita ao longo do tempo, junto ao seu desenvolvimento, material onde se registra a escrita também evoluiu, para que a escrita fosse difundida, e a comunicação não fosse somente verbal e as pessoas registrassem fatos, negócios, fosse em rochas, no interior das cavernas, placas de argila ou ainda papel primeiras formas da escrita eram registrada.

O primeiro foi o papiro, mas foi da fragilidade deste foi crido o pergaminho, feito de pele de animais como carneiro, bezerro e cabra, podiam ser dobradas, costuradas quase como os livros atuais, ao contrário do papiro.

Os chineses utilizavam até mesmo a seda, os egípcios e romanos linho, placas de madeira ou ainda marfim, alguns indianos folhas de palmeira, cada um destes materiais influenciou na escrita, as letras, daí a origem da tipografia tempos depois.

Muitos livros foram copiados a mão por escribas, homens que redigiam todo tipo de documentos, registros e afins.
Ao longo da história, esta escrita, a interpretação era restrita aos que obtinham o poder econômico, a nobreza, sacerdotes, serem apesar dos fins comerciais, aos poucos difundiram-se as camadas de menor poder aquisitivo.

Outros meios em que com o tempo e tecnologia a escrita foi desenvolvendo foram o impresso pela primeira impressão pela prensa de Gutenberg, a pena, a escola com a lousa, máquina de escrever, tanto a convencional como a elétrica, o mimeografo o Xerox antigo, o scanner, os primeiros computadores até os atuais, email, celulares, eBooks.

Definições mais atuais da escrita
*Código de comunicação determinado pela sociedade com regras para quem escreve seja entendida pelo que lê, não importa a época, lugar, ou seja, quando inventada teria de ser a mesma para todos.

*Tecnologia de comunicação que consiste marcas em um suporte significado de palavras, ideias. Função central: registro de informação, difusão de informações e construção de conhecimentos.

Sua importância para história é a conservação de registros e fatos que permitem armazenar, propagar informações entre indivíduos e linguagem por gerações.

A história do Papel

Por Renan Barboza, Rodolfo Luiz e Thayza Pereira

O papel foi criado na China, no século II, e durante mais de 1500 anos ele era feito com fibras de algodão extraídas de roupas velhas, panos e trapos. Só após as máquinas de impressão se desenvolver por volta do século XV, foi que o consumo de papel aumentou muito, então não havia roupa velha suficiente para publicar livros, revistas, jornais. No ano de 1719 o francês René Antoine de Reaumour teve a ideia de usar fibras extraídas da madeira, mas só foi a partir de 1850, através de estudos de diversos inventores foi que essa ideia se tornou viável e é usada até hoje.

O papel é um material constituído por elementos fibrosos de origem vegetal, geralmente distribuído sob a forma de folhas ou rolos. Tal material é feito a partir de uma espécie de pasta desses elementos fibrosos, secada sob a forma de folhas, que por sua vez são frequentemente utilizadas para escrever, desenhar, imprimir, embalar etc. Do ponto de vista químico, o papel se constitui basicamente de ligações de hidrogênio.

Processo de Produção

HISTÓRIA
Desde os tempos mais remotos e com a finalidade de representar objetos inanimados ou em movimento, o homem vem desenhando nas superfícies dos mais diferentes materiais. Nesta atividade, tão intimamente ligada ao raciocínio, utilizou, inicialmente, as superfícies daqueles materiais que a natureza oferecia praticamente prontos para seu uso, tais como paredes rochosas, pedras,ossos, folhas de certas plantas, etc.

Acompanhando o desenvolvimento da inteligência humana, as representações gráficas foram se tornando cada vez mais complexas, passando desse modo a significar ideias. Este desenvolvimento, ao permitir, também, um crescente domínio dessas circunstâncias através de utensílios por ele criado, levou o homem a desenvolver suportes mais adequados para as representações gráficas. Com esta finalidade, a história registra o uso de tabletes de barro cozido, tecidos de fibras diversas, papiros, pergaminhos e, finalmente, papel.

A maioria dos historiadores concorda em atribuir a Cai Lun (ou Ts’ai Lun) da China a primazia de ter feito papel por meio da polpação de redes de pesca e trapos, e mais tarde usando fibras vegetais. Este processo consistia num cozimento forte das fibras, após o que eram batidas e esmagadas. A pasta obtida pela dispersão das fibras era depurada e a folha, formada sobre uma peneira feita de juncos delgados unidos entre si por seda ou crina, era fixada sobre uma armação de madeira.

Conseguia-se formar a folha celulósica sobre este molde, mediante uma submersão do mesmo na tinta contendo a dispersão das fibras ou mediante o despejo da certa quantidade da dispersão sobre o molde ou peneira. Procedia-se a secagem da folha, comprimindo-a sobre a placa de material poroso ou deixando-a pendurada ao ar. Os espécimes que chegaram até os nossos dias provam que o papel feito pelos antigos chineses era de alta qualidade, o que permite, até mesmo, compará-los ao papel feito atualmente.

MATÉRIA PRIMA
As fibras para sua fabricação requerem algumas propriedades especiais, como alto conteúdo de celulose, baixo custo e fácil obtenção — razões pelas quais as mais usadas são as vegetais. O material mais usado é a polpa de madeira de árvores, principalmente pinheiros (pelo preço e resistência devido ao maior comprimento da fibra) e eucaliptos (pelo crescimento acelerado da árvore). Antes da utilização da celulose em 1840, por um alemão chamado Keller, outros materiais como o algodão, o linho e o cânhamo eram utilizados na confecção do papel.

Atualmente, os papéis feitos de fibras de algodão são usados em trabalhos de restauração, de arte e artes gráficas, tal como o desenho e a gravura, que exigem um suporte de alta qualidade.

Nos últimos 20 anos, a indústria papeleira, com base na utilização da celulose como matéria-prima para o papel, teve notáveis avanços, no entanto as cinco etapas básicas de fabricação do papel se mantêm:

1- Estoque de cavacos;
2 – Fabricação da polpa;
3 – Branqueamento;
4 – Formação da folha;
5 – Acabamento.

No início da chamada “era dos computadores”, previa-se que o consumo de papel diminuiria bastante, pois ele teria ficado obsoleto. No entanto, esta previsão foi desmentida na prática: a cada ano, o consumo de papel tem sido maior.

É fato que os escritórios têm consumido muito mais papel após a introdução de computadores. Isso pode ter ocorrido tanto porque, com os computadores, o acesso à informação aumentou muito (aumentando a oferta de informações, aumenta também a demanda), quanto pela facilidade do uso de computadores e impressoras, o que permite que o uso do papel seja menos racional que outrora (escrever à mão, ou à máquina datilográfica, exigia muito mais esforço, diminuindo o ímpeto de gastar papel com materiais inúteis). De fato, a porcentagem de papéis impressos que nunca serão lidos é bastante alta na maior parte dos escritórios (especialmente os que dispõem de impressoras a laser (as quais imprimem numerosas páginas por minuto).

PROCESSO DE PRODUÇÃO

Floresta: local onde são plantadas espécies mais apropriadas para a o tipo de celulose ou papel a ser produzido – a maioria das empresas usa áreas reflorestadas e tem seu próprio viveiro onde faz melhorias na espécie cultivada, clonando as plantas com as melhores características;

Captação da madeira: A árvore é cortada e descascada, transportada, lavada e picada em cavacos de tamanhos pré-determinados;

Cozimento: no digestor os cavacos são misturados ao licor branco e cozidos à temperatura de 160 Cº. Nessa etapa tem-se a pasta marrom que pode ser usada para fabricar papéis não branqueados.

Branqueamento: a pasta marrom passa por reações com peróxido, dióxido de sódio, dióxido de cloro, ozônio e ácido e é lavada a cada etapa, transformando-se em polpa branqueada;

Secagem: a polpa branqueada é seca e enfardada para transporte caso a fábrica não possua máquina de papel;

Máquina de papel: a celulose é seca e prensada até atingir a gramatura desejada para o papel a ser produzido.

Tratamento da lixívia e rejeitos da água: o licor negro resultante do cozimento é tratado e os químicos são recuperados para serem usado como licor branco. Esse tratamento ameniza os impactos ambientais causados pela fabrica de papel;

Produção de energia: A produção de energia vem de Turbos geradores que são movidos por vapor proveniente da caldeira.

PRINCIPAIS TIPOS DE PAPEL

-Couchê: Papel convertido a partir de papel-base, revestido de um ou de ambos os lados com substâncias minerais, na máquina de revestir ou na própria máquina que faz o papel-base, podendo receber acabamento brilhante em supercalandra, texturizado, mate ou fosco. Por apresentar ótimas características de nivelamento superficial, é empregado na reprodução de trabalhos de elevada qualidade. Garante cores vivas e definidas na impressão. É bastante usado em revistas e publicações especiais.

– Jornal:
Papel de superfície irregular e pouco colada (representa uma variação maior na qualidade do impresso), de baixo custo, usado na impressão de jornais, folhetos, livros, revistas, materiais promocionais em geral.

– LWC (Lightweight Coated Paper): Papel fabricado com alta porcentagem de celulose, revestido fora de máquina com 8 g/m² a 19 g/m² de tinta couchê em cada face, utilizado na impressão de catálogos, revistas, livros, materiais promocionais.

– Offset: Papel de impressão sem revestimento, fabricado com pasta química branqueada, conteúdo de carga mineral entre 10% e 15%, boa colagem interna e superficial. Oferece boa reprodução de imagens e é mais utilizado em livros e cadernos. As altas gramaturas são utilizadas em casos especiais.

– Reciclado: Papel fabricado a partir de polpa de papel usado, desentintado e branqueado, ou a partir de aparas de impressão ou de conversão. Tem uma tonalidade mais escura, mas possui a mesma qualidade do papel offset.

A história do Pombo-correio

Por Gabriela Grigoletto e Rafaela Pires

O pombo-correio não leva uma mensagem espontaneamente a um determinado destino, como muita gente pensa. Ao invés disso, ele é transportado de seu local de origem até um certo ponto de partida, de onde ele saberá como retornar à sua casa.

“É um mecanismo natural que ele tem. Trata-se de uma estratégia adaptativa, ou seja, um resultado da seleção natural. Alguns animais são nômades, outros, migratórios. Já os pombos-correio possuem uma moradia fixa e procuram sempre voltar para esse abrigo, onde encontram proteção, alimento e os membros de seu bando”, diz o professor Ronald Ranvaud, que ministra as disciplinas de Neurofisiologia e Ciências Cognitivas no Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

“Na etologia, que engloba os estudos de comportamento, isso é chamado de fidelidade ao sítio de origem”, complementa. Ele conta que, além dessa característica, esses animais apresentam também um comportamento gregário, o que significa que não são solitários e, por isso buscam estar sempre juntos a um bando.

Os pombos-correio são da mesma espécie dos pombos comuns que se veem nas ruas, mas pertencem a uma raça diferente. Seu porte é maior e possuem uma carúncula mais acentuada na base do bico. Durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, eles foram bastante utilizados para o envio de mensagens, como um recurso alternativo de comunicação. “Documentos da época mostram caminhões que serviam como pombais móveis.

Mesmo que eles fossem levados a lugares diferentes a cada dia, desde que não muito distantes do local de origem, os pombos conseguiam voltar”, conta o professor. Ronald explica que as mensagens ou encomendas são geralmente amarradas na perna do animal, ou colocadas em um tipo de mochila especial. Hoje em dia, essas aves ainda são utilizadas como mensageiras.

“Até recentemente, o exército russo mantinha uma ‘divisão’ para pombos-correio. Na Inglaterra, há cerca de dez anos, um hospital os usava para levar amostras ao seu laboratório, por ser um transporte mais rápido, que não precisa enfrentar o trânsito. E faz parte do folclore que elas também sejam usadas no contrabando de drogas e diamantes”.

Mas não é qualquer pombo que se pode usar como mensageiro. Se pegássemos um exemplar na rua e o levássemos para um local desconhecido, ele provavelmente conseguiria voltar para casa – mas existe uma limitação. “Se o animal for afastado cerca de 15 km de onde vive, por exemplo, ele certamente saberia encontrar o caminho de volta. Mas se essa distância exceder uns 50 km, ele dificilmente voltaria, pois precisaria ter um porte de atleta”, diz Ronald Ranvaud.

Por isso, os pombos-correio são treinados desde pequenos a voar longas distâncias para ganhar resistência e não se perderem. O treinamento começa a ser realizado a partir do momento em que o animal aprende a voar, geralmente aos 30 a 45 dias de vida. “Inicialmente, ele faz voos livres todos os dias, não se afastando muito do pombal. A partir dos três meses de idade, já se pode afastá-lo uns 30 km de sua casa que ele saberá voltar”, conta o professor. Aos poucos, as distâncias vão aumentando e as direções para onde é levado também são diversificadas. “Cada uma dessas ocasiões representa um aprendizado”, explica o professor.

Para se guiar no caminho de volta, os pombos possuem três habilidades fundamentais: a visão, pela qual localiza o Sol e identifica sua posição (leste, oeste e norte); o relógio interno, por meio do qual identifica o período do dia (manhã, meio-dia, tarde, noite); e a memória, que ele utiliza para aprender a relação entre a posição do Sol e o horário. “O Sol muda de lugar ao longo do dia: de manhã, indica o leste; ao meio-dia, o norte (no hemisfério sul); de tarde, oeste. Funciona como uma bússola”, diz Ronald. “Mas para usar o astro como bússola, é essencial ter um relógio para saber qual a sua posição a cada hora do dia”.

Para comprovar a importância dessa relação, o professor cita um experimento onde um pombal é colocado dentro de um laboratório sem janelas durante uma semana. A luz é ligada todos os dias na posição onde nasce o Sol, mas com seis horas de atraso, ou seja, ao meio-dia, e desligada também seis horas depois que ele se põe, à meia-noite. “Se depois disso, o pombo for levado a uma distância pequena e liberado ao meio-dia, a ave vai olhar para o Sol e achar que são seis da manhã, porque seu relógio interno está atrasado. Então interpretará que a posição indicada pela luz é o leste, quando na verdade é o norte. Então é como se ele virasse o mapa 90 graus para a esquerda”, comenta. Apesar disso, alguns conseguem voltar, mesmo que levem alguns dias, pois, aos poucos, seu relógio e sua bússola internos vão se ajustando.

“É como o jet lag, a gente leva uns dias para se adaptar”, diz Ronald.
Atualmente, além de transportadores de mensagens e encomendas, os pombos-correio são usados em competições chamadas columbofilia. Esses torneios mostram que é muito difícil definir a distância máxima que esses animais conseguem percorrer no caminho de volta para seu abrigo. “Há uma prova na Europa em que eles partem de Barcelona e chegam à Bélgica, percorrendo quase mil quilômetros. No Brasil, há uma em que saem de Brasília e chegam a São Paulo, ou seja, são mais de 900 quilômetros e tem pombo que voltou no mesmo dia. Alguns deles voam direto, sem paradas.

Outros até param para beber água, por exemplo, depende da condição de cada um”. E muitos deles não voltam: ou porque se perdem, ou porque são capturados por predadores, como o gavião.

Além dos pombos, outros animais também possuem essa capacidade. “Praticamente todos eles conseguem encontrar o caminho de volta para casa, em maior ou menor grau”, diz Ronald. “As abelhas fazem isso o tempo todo. Os gatos também conseguem. Se o seu dono tenta abandoná-lo levando-o para longe, depois de alguns dias ou semanas ele estará de volta em casa.

Foi feita uma experiência com albatrozes no sul do Havaí, levando-os para regiões como Califórnia, Alaska e Japão, e a maioria retornou, de distância de 3 mil até 6 mil quilômetros”.

De fato a evolução do pombo correio pros dias de hoje são os e-mails, mensagens de texto via celular, via facebook, entre outros meios. Graças a tecnologia não precisamos mais usar os animais, basta ligar o computador ou celular.

A história do Jornal

Por Letícia do Santos e Marcela de Lima

O primeiro jornal foi o Acta Diurna, que surgiu em Roma cerca de 59 A.C, é o mais antigo “jornal” conhecido. O imperador Júlio César, desejando informar o público sobre os mais importantes acontecimentos sociais e políticos, ordenou que os eventos programados fossem divulgados nas principais cidades, eram escritos em grandes placas brancas e expostas em lugares públicos populares.

No século VIII, na China, surgiram os primeiros jornais, em Pequim sob a forma de boletins escritos à mão.

Em 1447, Johannes Gutenberg inventou a prensa gráfica, inaugurando assim a era do jornal moderno. A máquina de Gutenberg possibilitou o livre intercâmbio de ideias e a disseminação do conhecimento, os boletins informativos levavam a uma classe cada vez maior de comerciantes notícias de interesse sobre o mercado.

Já em fins do século XV, boletins em manuscrito circulavam pelas cidades da Alemanha, esses panfletos muitas vezes eram sensacionalista.

Em 1556, o governo veneziano publicou o Notizie Scritte, pelo qual os leitores pagavam com uma pequena moeda conhecida como “gazetta”.

Só na primeira metade do século XVII, os jornais começaram a surgir como publicações periódicas e frequentes. Os primeiros jornais modernos foram produtos de países da Europa Ocidental, traziam notícias da Europa, mas raramente cobriam matérias nacionais, os jornais ingleses preferiam relatar derrotas militares sofridas pela França, enquanto os jornais franceses cobriam os mais recentes escândalos da família real inglesa.

A Importância do Jornal
Os jornais, além de terem sido utilizados como documentos comprobatórios, começaram a emergir em sociedades do mundo inteiro, sendo principal veículo de divulgação e recebimento de informações e ajudaram na divulgação de propaganda revolucionária.

Com o surgimento do rádio, os jornais foram obrigados a reavaliar seu papel como principal fonte de informação da sociedade. Como as novas tecnologias de mídia de hoje, a evolução dessa fonte barata e alternativa de informações gerou a ideia de que o rádio destruiria a indústria de jornais. Reagindo à nova concorrência, os editores renovaram os formatos e conteúdos de seus jornais a fim de torná-los mais atraentes, aumentando também o volume dos textos para oferecer uma cobertura mais ampla e de maior profundidade.

A atual revolução tecnológica gera novos desafios e oportunidades para a mídia tradicional. Nunca houve tantas informações disponíveis para tantas pessoas, mas isso não decretou o fim da relevância dos jornais, que continuam sendo um veículo popular e poderoso no relato e análise dos eventos que afetam nossas vidas.

A Imprensa Brasileira
Ao contrário dos principais países latinoamericanos, o Brasil entrou no século XIX sem tipografia, sem jornais e sem universidades, fatores que contribuíam para a formação do público leitor. Assim, a imprensa brasileira teve um nascimento tardio, e o legado de analfabetismo, não condicionou a evolução da imprensa, que impediu o público leitor nacional de atingir o percentual registrado em países com economia de porte semelhante ou maior.

Primeiros Jornais no Brasil
Em 1808 surgiram os dois primeiros jornais brasileiros. Em junho, o Correio Braziliense, editado e impresso em Londres pelo brasileiro exilado Hipólito da Costa, e era remetido clandestinamente ao país. E em setembro do mesmo ano, surgiu a Gazeta do Rio de Janeiro que era um jornal oficial dedicado aos comunicados de governo e aos louvores à família real.

A história da Revista

Por Carlos Bosco e Renan dos Santos

A primeira revista surgiu na Alemanha, em 1663, e possuía um nome tão comprido, que certamente deu muito trabalho para ser encaixado na capa: Erbauliche Monaths-Unterredungen, algo como “Edificantes Discussões Mensais”. Não é por acaso que a história das revistas tenha começado na Alemanha. Foi lá que, 200 anos antes dessa publicação pioneira, o artesão Johannes Gutenberg desenvolveu a impressão com tipos móveis, técnica usada sem grandes alterações até o século 20 para imprimir jornais, livros e revistas.

Com a invenção de Gutenberg, panfletos esporádicos – que podiam, por exemplo, trazer relatos sobre uma importante batalha – passaram a ser publicados em intervalos cada vez mais regulares, tornando-se embriões das primeiras revistas dignas desse nome, ou seja, um meio-termo entre os jornais com notícias relativamente recentes e os livros. Além da Erbauliche alemã, outros títulos apareceram ainda no século 17, como a francesa Le Mercure (1672) e a inglesa The Athenian Gazette (1690).

Nessa época, as revistas abordavam assuntos específicos e pareciam mais coletâneas de textos com caráter puramente didático. No início do século 19, começaram a ganhar espaço títulos sobre interesses gerais, que tratavam de entretenimento às questões da vida familiar. É nesse período também que surge a primeira revista feita no Brasil: As Variedades ou Ensaios de Literatura, criada em 1812, em Salvador, e que, na verdade, tinha muito mais cara de livro, abordando temas eruditos. Poucas décadas depois, em 1839, nasceria a Revista do Instituto Histórico e Geographico Brazileiro. Incentivando discussões culturais e científicas, ela é a revista mais antiga ainda em circulação no nosso país.

No século 20, com o aprimoramento das técnicas de impressão, o barateamento do papel e a ampliação do uso da publicidade como forma de bancar os custos de produção, as revistas explodiram no mundo todo, com títulos cada vez mais segmentados, destinados a públicos com interesses superespecíficos.
Aqui a data e a a origem das revistas mais conhecidas no mundo atualmente

1693 – LADIE’S MERCURY
O jornalista inglês John Dunton foi responsável por essa pioneira revista feminina, um segmento que faria grande sucesso. Três anos antes de lançá-la, Dunton havia editado a Athenian Gazette, destinada a responder “todas as questões curiosas” – A Athenian deu experiência a Dunton para preparar uma publicação dedicada ao “belo sexo”

1842 – THE IlLUSTRATED LONDON NEWS
O inglês Herbert Ingram acreditava que revistas ilustradas seriam um sucesso comercial. Sua publicação semanal The Illustrated London News provou que ele estava certo. Ela foi a primeira revista a utilizar gravuras para acompanhar o texto dos artigos. A inovação inspirou outras revistas ilustradas na época. À esquerda, uma capa da London News de 1953

1888 – NATIONAL GEOGRAPHIC
Publicada até hoje, é uma das revistas científicas mais importantes do mundo, financiando expedições e explorações. Foi uma das primeiras a publicar fotos coloridas, além de ser pioneira em vários tipos de imagens, como do fundo do mar, do espaço e de animais selvagens.

1928 – O CRUZEIRO
Uma das revistas mais importantes do Brasil. Foi fundada pelo jornalista Assis Chateaubriand. O primeiro número da Cruzeiro – ainda sem o “O” – teve tiragem de 50 mil exemplares, trazendo contos e, principalmente, grandes reportagens, ilustradas com desenhos e fotografias.

1731 – THE GENTLEMAN’S MAGAZINE
Publicada na Inglaterra por Edward Cave, é considerada a primeira revista moderna. A maior parte de suas páginas era dedicada ao entretenimento, incluindo ensaios, textos de ficção e poemas. Mas havia ainda comentários políticos e críticas. Foi a primeira vez que a palavra magazine foi usada para esse tipo de publicação.

1892 – VOGUE
Inicialmente, essa revista americana, fundada por um editor aristocrata chamado Arthur Turnure, era dedicada aos luxos e prazeres da vida, além das reportagens sobre moda, é claro. O público alvo da Vogue era a rica elite da cidade de Nova York do final do século 19. Sua reputação como bíblia da moda se mantém até hoje

1936 – LIFE MAGAZINE
Fundada pelo editor americano Henry Luce, ela foi a revista mais importante e influente da história do fotojornalismo. Para se ter uma idéia, sua primeira edição tinha 96 fotografias de página inteira. A publicação deixou de circular semanalmente em 1972.

1855 – LESLIE’S WEEKLY
Foi uma das primeiras revistas americanas a utilizar ilustrações. Na segunda metade do século 19, tinha uma circulação média de 100 mil exemplares. Entretanto, esse número triplicava de acordo com o assunto tratado na edição. Durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), a publicação inovou, mandando 12 correspondentes para cobrir o conflito.

1925 – THE NEW YORKER
Fundada pelo editor americano Harold Ross, ficou famosa pelo humor e pela qualidade dos textos literários. Ela começou tratando da vida cultural e social de Nova York, mas logo abriu espaço para críticas, textos de ficção e reportagens. Entre seus colaboradores estão grandes escritores do século 20, como Dorothy Parker e J.D. Salinger. Nos dias de hoje a informação não para, a revista foi um grande avanço para o jornalismo, carreiras se criaram a partir dela, com revistas dedicadas a um tema especifico, seja ele, moda, games, tecnologia, fofoca entre muitos outros existentes.

Mas houve um aprimoramento nisso, com a velocidade da tecnologia e informação e para não perder seus leitores muitas revistas para não dizer todas. se adaptaram a isso, tendo sua forma digital, isso significa que a qualquer lugar, usar um tablet para ler sua revista vem se tornando cada vez mais comum.

Essa adaptação não é simples, com noticias saindo a todo momento muitas acabam não sendo mais considerada novidade para o leitor, fazendo ele não compra-la por ter noticias já lidas por ele na internet. Então o que fazer para que isso não aconteça, correr sempre atrás novidades especiais, noticias exclusivas entre milhares de otras coisas para prender o leitor e chamar sua atenção, sem perder espaço para outros meios de comunicação!

A história da Máquina de Escrever

Por Letícia do Santos e Marcela de Lima

A máquina de escrever, máquina datilográfica ou máquina de datilografia é um instrumento mecânico, eletromecânico ou eletrônico com teclas que, quando pressionadas, causam a impressão de caracteres num documento, em geral de papel.

O método pelo qual uma máquina de escrever deixa a impressão no papel varia de acordo com o tipo de máquina. Habitualmente é causado pelo impacto de um elemento metálico, com um alto relevo do carácter a imprimir, numa fita com tinta que em contato com o papel é depositada na sua superfície.

A MÁQUINA DE ESCREVER BRASILEIRA
A invenção de um dispositivo mecânico de escrita no Brasil é atribuída ao padre Francisco João de Azevedo, nascido na Paraíba do Norte (atual João Pessoa) em 1827 e falecido em 1888. Professor de Matemática do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, integrante de uma família em que existiam mecânicos, constrói um modelo de máquina de escrever que apresentou na Exposição Agrícola e Industrial de Pernambuco em 1861, e na Exposição Nacional do Rio de Janeiro, em fins do mesmo ano, sendo premiado com a Medalha de Ouro.

A INVENÇÃO
É difícil precisar quando a máquina de escrever foi “inventada”; e também é difícil precisar quando ela começou a ser fabricada. A primeira patente para uma máquina de escrever foi concedida na Inglaterra para Henry Mills em 1713.
Não havia detalhes sobre a máquina em si ou sobre exemplares fabricados, portanto ainda paira a dúvida se a patente foi concedida realmente para uma máquina de escrever. Segundo o historiador Michael Adler, a primeira máquina de escrever documentada foi fabricada por um nobre italiano chamado Pellegrino Turri por volta de 1808.

Ele fabricou um artefato para que uma amiga, cega, pudesse se corresponder com ele. A máquina em si já não existe, mas algumas das cartas sim. Vários outros inventores desenvolveram protótipos, mas foi o Padre Azevedo quem conseguiu construir o primeiro modelo que funcionava. o modelo de Henry Mill, nunca saiu do projeto, ou seja, nunca foi construído; o francês Xavier Progin, de Marselha, em 1833, apresentou o seu invento, em que usou barras de tipo, sendo uma alavanca para cada letra .A partir de 1850, principalmente nos Estados Unidos e Europa, muitas foram as máquinas de escrever que surgiram, com especial destaque para: Alfred Ely Beach, de Nova York (1856); do Dr. Samuel W.

O IMPACTO DA MAQUINA DE ESCREVER NAS REDAÇÕES
Em fevereiro de 1912 o Jornal do Brasil adquiriu três máquinas de escrever, o primeiro passo para substituir as canetas bico de pena, processo este concluído muitos anos depois diante das reações de veteranos jornalistas que não abriam mão do hábito de escrever a mão. Alguns daqueles senhores conheciam o equipamento, disponível na Casa Pratt e outras lojas especializadas, há mais de uma década, naquele tempo usado apenas nas repartições públicas, escritórios de advocacia e, a julgar pelos apelos de venda dos anúncios publicados em jornais e revistas, também em alguns lares. Os reclames insistiam na praticidade de se escrever cartas numa máquina das marcas Royal ou Remington.

Mas, o uso de esses “incômodos” aparelhos de ferro nas redações não era cogitado. É desconcertante imaginar que a tecnologia da máquina de escrever tenha demorado tanto a ser assimilada pelas redações, considerando que o seu uso efetivamente foi popularizado no final da década de 20. Afinal, o invento estava disponível no país, desde a última década do século XIX e o teclado “infernal” que assustava os jornalistas com a sua incompreensível combinação de letras já era realidade nas oficinas desde a introdução do linotipo.

Ou seja, durante muitos anos não houve a correlação de tecnologias que seria recomendável para agilizar os processos de pré-impressão. O jornalista escrevia a mão e o linotipista que muitas vezes era obrigado a interpretar garranchos, fazia a digitação mecânica. Redatores mais experientes sentavam-se ao lado do linotipista e ditavam o seu texto de cabeça; as correções feitas, ali mesmo, na hora.

SUBSTITUÍDA
Desde a sua invenção e ao longo de grande parte do século 20, as máquinas de escrever foram ferramentas indispensáveis para muitos escritórios de negócios. Até o final da década de 1980, os processadores de texto e computadores pessoais tinham substituído em grande parte as tarefas anteriormente realizadas com máquinas de escrever no mundo ocidental. Não é correto dizer que as máquinas de escrever foram totalmente extintas, mas que sumiram, sumiram.

CURIOSIDADE
Última fábrica de máquinas de escrever do mundo fechou as portas em 2011. A Godrej and Boyce, a última empresa no mundo que ainda fabricava máquinas de escrever, fechou as portas em Mumbai, Índia. Apenas 200 máquinas restaram no estoque da empresa. “Não estamos mais recebendo pedidos”, disse o gerente da fábrica, Milind Dukle, ao jornal indiano Bussiness Standard.